Parece que a tempestade já passou para os torcedores do Boston Celtics após a troca que trouxe Paul George para a equipe. A direção decidiu mandar Jaylen Brown, um dos grandes nomes da NBA na última temporada, em busca de equilibrar as finanças do time. Agora, o desafio é entender como essa mudança pode impactar o desempenho da equipe.
Paul George é um jogador excepcional, e isso não mudou desde sua passagem pelo Philadelphia 76ers. Claro, ele é um veterano com sete anos a mais que Jaylen Brown, mas o momento é de desapego e novas oportunidades. Para muitos torcedores, a troca ainda deixa um gosto amargo, já que perderam um atleta de elite e o substituíram por alguém que está na fase final da carreira. Mas, mesmo assim, George ainda pode ser mais produtivo do que a maioria dos jogadores da liga.
O que realmente importa agora é como Paul George pode contribuir para o Celtics. Se ele conseguir manter-se saudável — o que não é uma tarefa fácil, considerando seu histórico de lesões — ele pode se tornar um grande trunfo. No último ano, ele jogou apenas 78 das 164 partidas possíveis com os Sixers, então a expectativa é cautelosa.
Se estiver em campo, George pode desempenhar várias funções. Ele não precisará ser o protagonista, o que é um alívio. Com um aproveitamento de 38,4% em arremessos de três durante suas 16 temporadas na liga, ele se encaixa perfeitamente na filosofia de jogo que Joe Mazzulla tem implementado. Isso é uma boa notícia, especialmente em um time que já perdeu várias peças importantes nos últimos anos.
Além de Paul George, os Celtics trouxeram Mitchell Robinson e Mike Conley. Robinson deve assumir a posição de titular, enquanto Conley, que já está próximo da aposentadoria, provavelmente não terá um impacto tão significativo. Nos últimos anos, sua performance nos Timberwolves não foi das melhores, então as expectativas estão baixas.
Mesmo após a troca, o Celtics ainda sonha alto na Conferência Leste. Na temporada passada, enfrentaram grandes desafios, como a perda de jogadores-chave, mas conseguiram se manter competitivos. Isso levanta a questão: por que não acreditar em um desempenho semelhante para 2026/27?
Entretanto, vale ressaltar que a conferência está mais forte do que nunca. Times como Brooklyn Nets, Chicago Bulls e Milwaukee Bucks não estão na melhor fase, mas há outras equipes que podem surpreender e complicar a situação do Celtics.
Em termos de organização ofensiva, Paul George deve assumir uma função versátil, sendo uma segunda opção atrás de Jayson Tatum e também facilitando o jogo. Um aspecto que muitos podem não perceber é a habilidade de George em distribuir assistências. Durante sua passagem pelos Clippers, ele teve três temporadas com mais de cinco assistências por jogo, o que pode aliviar a pressão sobre Derrick White, que precisou fazer muito dessa função no último ano.
É importante destacar que, quando Derrick White teve a bola nas mãos por mais tempo, sua eficiência caiu. Em arremessos de três, sua taxa de acertos despencou de 40,5% para 32,5%. Com George e Tatum ao lado, espera-se que ele tenha mais liberdade para finalizar, em vez de ser o responsável por organizar o jogo.
A troca por Paul George ainda gera polêmica entre os torcedores, e muitos acreditam que foi uma má decisão, considerando fatores como idade, contratos e a presença em quadra. Além disso, a escolha de 2028 que veio no negócio não depende diretamente do Celtics e parece mais uma promessa distante do que um ativo valioso.
Se essa escolha vier a se concretizar, terá que ser entre as top oito, o que não é uma garantia. Portanto, é melhor esquecer essa opção e focar no que realmente importa: a habilidade de George em contribuir para o time agora. O contrato dele expira em 2028, e ele terá uma decisão a tomar quando tiver 37 anos. Isso traz um elemento de incerteza, mas também uma chance de que ele ainda esteja jogando em alto nível.
No fim das contas, Paul George pode ser um grande aliado para o Celtics, trazendo suas habilidades de arremesso e passe para ajudar a equipe a conquistar vitórias. Porém, a chave para o sucesso será sua disponibilidade em quadra. Se conseguir jogar mais de 65 partidas na temporada, o Celtics talvez não precise se preocupar com o play-in e possa mirar objetivos maiores.