O Lakers tem enfrentado um desafio e tanto nas últimas partidas. Desde o dia 5, o time perdeu a disputa de rebotes em todos os jogos que disputou, permitindo que os adversários conseguissem impressionantes 44 rebotes ofensivos. Isso não é novidade e já se tornou uma constante nas diferentes formações que o time tentou em quadra. Faltando apenas dez dias para a estreia da temporada, o garrafão se destaca como a principal fraqueza da equipe, e os números indicam que esse problema já vem de antes.
Nos três jogos da pré-temporada, o Lakers não conseguiu se impor nos rebotes. A média de pontos sofridos dentro do garrafão foi alarmante: 54 por partida. Para se ter uma ideia, na temporada passada, o time ficou em uma desconfortável 27ª posição entre os 30 times da NBA em rebotes por jogo. Outro dado preocupante é que, até agora, nenhum jogador do Lakers conseguiu alcançar a marca de 10 rebotes em uma única partida nesta pré-temporada.
Vamos dar uma olhada nos números de cada jogo. No primeiro confronto contra os Kings, o Lakers venceu por 127 a 103, mas mesmo assim cedeu 13 rebotes ofensivos ao adversário, garantindo apenas 69,8% dos rebotes defensivos. No segundo jogo, a derrota para os Warriors por 124 a 98 foi ainda mais crítica: 11 rebotes ofensivos cedidos e apenas 69,4% nos rebotes defensivos. Já na terceira partida, novamente contra os Kings, o time venceu por 114 a 110, mas permitiu 20 rebotes ofensivos, com uma taxa de 59,2% nos rebotes defensivos. No total, em três jogos, o Lakers teve duas vitórias, mas permitiu 44 rebotes de ataque e ficou com 65,6% nos rebotes defensivos.
O jogo mais emblemático ocorreu na última quinta-feira, quando o Lakers enfrentou os Kings novamente. Apesar da vitória, o time viu o adversário pegar 20 rebotes ofensivos e disparar 94 arremessos, 16 a mais que a equipe. O pivô reserva dos Kings, Dylan Cardwell, teve um desempenho notável, conseguindo 6 rebotes ofensivos em apenas 12 minutos. A vitória do Lakers se deu principalmente por conta da quantidade de lances livres que conseguiu, aproveitando os erros do rival.
É fácil atribuir a culpa pela fragilidade do garrafão à ausência de Walker Kessler e ao fato de ser pré-temporada, mas a realidade é que esses problemas já estavam visíveis na temporada anterior. O Lakers foi um dos piores times da liga em termos de rebotes, o que, na prática, significa menos segundas chances para o ataque e mais oportunidades para os adversários.
Para entender quem está se destacando e quem está deixando a desejar, podemos analisar os rebotes a cada 36 minutos jogados. No time, Jarred Vanderbilt se destaca com uma média de 13 rebotes, enquanto Kevon Looney e Adou Thiero aparecem com 17 e 11, respectivamente. Por outro lado, Sandro Mamukelashvili, que tem se destacado como cestinha, tem apenas 6 rebotes em 58 minutos. Isso mostra que, enquanto ele contribui para o ataque, a defesa embaixo do aro acaba sendo prejudicada.
Walker Kessler, que chegou para reforçar o time, teve um desempenho impressionante na temporada anterior pelo Jazz, com uma média de 12,2 rebotes por jogo. Porém, a saúde dele é uma preocupação, já que ele perdeu a maior parte da última temporada devido a lesões e está se recuperando de um problema no dedo que o afastou da pré-temporada. Se Kessler estiver saudável, a situação pode mudar, mas sem ele, o Lakers precisa se apoiar em alternativas improvisadas.
A diretoria já começou a agir e contratou o pivô Rafael Castro para o training camp, buscando soluções para o garrafão. O mercado também está agitado, com especulações sobre a possibilidade de trazer Goga Bitadze, do Magic, para reforçar a posição. A estratégia interna do Lakers pode incluir dar mais minutos para Vanderbilt e exigir mais dos alas na hora de fechar os rebotes defensivos. Com jogadores como Doncic, Reaves e Mamukelashvili, o time tem um ataque forte, mas precisa se garantir na defesa.
Os próximos jogos serão cruciais. Na terça-feira, o Lakers reencontrará os Warriors, que já mostraram sua força nos rebotes na última partida. E, na sexta-feira, enfrentarão os Nuggets, liderados por Nikola Jokic, um dos melhores pivôs da liga. Se não houver mudanças significativas até lá, o time poderá entrar na temporada regular com um problema bem evidente.