Matisse Thybulle pode não ser o nome mais falado quando se trata dos Lakers, mas sua presença em quadra tem feito a diferença. Nos dois jogos em que foi titular, seu saldo foi de +25, acertou 50% das tentativas de três pontos e cometeu apenas um erro em 47 minutos. Neste próximo jogo contra o Jazz, a missão dele será marcar Keyonte George, o principal jogador da equipe adversária.
No geral, o saldo do Lakers com Thybulle em quadra foi de +12 e +13 nos dois jogos. Isso significa que, sempre que ele esteve em ação, a equipe se saiu melhor. Ele tem um aproveitamento de 50% nas bolas de três, com quatro acertos em oito tentativas, e, em um time que costuma perder 19,5 bolas por jogo, ter apenas um erro é uma grande conquista.
Thybulle é um jogador que se destaca por seu trabalho invisível. No quinteto com JJ Redick, cada atleta tem uma função específica. Enquanto Luka Doncic e Austin Reaves criam jogadas, Walker Kessler finaliza perto da cesta e Ziaire Williams explora os espaços, Thybulle se encarrega de marcar o melhor jogador do adversário e correr para contestar os arremessos. Ele faz o tipo de trabalho que, muitas vezes, não aparece nas estatísticas, mas que é crucial para o desempenho da equipe.
Na sua estreia contra os Warriors, sua contribuição no ataque foi modesta, com apenas três pontos e um acerto em quatro arremessos. Contudo, o Lakers conseguiu vencer os minutos que ele esteve em quadra por 12 pontos. No clássico contra os Clippers, ele teve uma performance mais expressiva, com 13 pontos e três acertos em seis tentativas de três, resultando em um saldo de +13.
Thybulle já se destacou em sua carreira anterior no Philadelphia 76ers, onde foi duas vezes escolhido para a segunda seleção de defesa da NBA. Apesar de jogar apenas cerca de 20 minutos por jogo, ele se destacou por roubos de bola e tocos, características raras para um ala. Depois de passar um tempo em Portland, onde jogou menos, ele chegou aos Lakers com um contrato de um ano, buscando reafirmar seu lugar como titular em uma equipe competitiva.
Uma mudança importante que ocorreu desde sua passagem pelo Philadelphia é seu arremesso. Enquanto no 76ers ele acertava apenas 31% das bolas de três, em Portland sua mira melhorou bastante, atingindo 43,8% em 2024-25 e 39,8% em 2025-26. Agora, com quatro acertos em oito tentativas nos Lakers, se ele mantiver esse aproveitamento, as defesas não poderão mais ignorá-lo, abrindo mais espaço no ataque para jogadores como Doncic e Reaves.
Falar sobre saldo de quadra pode ser complicado, especialmente em amostras pequenas, mas no caso de Thybulle, essa estatística revela muito. Com ele em quadra, o Lakers pode designar Doncic para marcar um jogador menos perigoso, economizando sua energia para o ataque. Essa estratégia é algo que Redick já valorizava na pré-temporada, colocando Thybulle entre os titulares.
Outro ponto a destacar é a segurança com a posse de bola. O Lakers tem cometido muitos erros, mas Thybulle, com apenas um erro em dois jogos, traz estabilidade ao time. Além disso, quando combinado com Ziaire Williams, eles formam uma dupla de alas longos e atléticos, capazes de trocar marcações sem perder a envergadura. Nos dois jogos, Ziaire teve um saldo de +21, enquanto Thybulle somou +25, mostrando que esse quinteto pode ser uma boa surpresa.
Neste domingo, Thybulle terá um desafio importante pela frente: marcar Keyonte George, o artilheiro do Jazz, que tem média de 20,5 pontos e também se destaca nas assistências. Se Thybulle conseguir desestabilizar o ritmo de George, o ataque do Jazz pode sofrer, já que a equipe é jovem e ainda um pouco irregular. É uma missão que ele está mais do que preparado para encarar. Embora não seja um jogador que busque holofotes, se o Lakers sair de Utah com uma vitória, muito disso pode ser atribuído ao desempenho discreto, mas eficaz, de Thybulle. A bola sobe às 18h, horário de Brasília.