Mudanças no Lakers: o que esperar da equipe

JJ Redick inicia seu terceiro ano como técnico do Lakers em um cenário bem diferente. Sem LeBron James e com um elenco quase todo renovado, ele já deixou claro qual é a meta: transformar o time em um verdadeiro candidato ao título. A defesa vai ganhar nova cara com a chegada de Walker Kessler, enquanto o ataque deverá girar ainda mais em torno de Luka Doncic. E, para aumentar a responsabilidade, o próprio Redick assumiu essa cobrança em público, especialmente durante o Media Day.

No seu primeiro ano, Redick levou o Lakers a 50 vitórias e ao terceiro lugar da Conferência Oeste, mas acabou eliminado na primeira rodada pelos Timberwolves. No segundo ano, o time melhorou, conquistando 53 vitórias e avançando até as semifinais, mas novamente ficou pelo caminho, dessa vez sem Doncic, que ficou fora dos playoffs devido a uma lesão.

A diretoria gostou do que viu e, antes do segundo ano, Rob Pelinka anunciou a extensão do contrato de Redick, elogiando sua importância para a cultura da equipe. A mudança que ocorre agora é significativa, com a saída de figuras como LeBron, Rui Hachimura, Marcus Smart e Deandre Ayton. Para preencher essas lacunas, chegaram nove novos jogadores, sendo Walker Kessler e Quentin Grimes os mais destacados. Austin Reaves renovou e se firmou como uma das principais referências do time.

Redick enxerga essa nova fase como uma oportunidade. Ele afirmou que, pela primeira vez, sente que as peças se encaixam. Em suas palavras, “estou confiante de que vamos nos desenvolver como equipe até nos tornarmos um time de nível de título, já nesta temporada”.

Uma das grandes mudanças que ele pretende implementar é na defesa. Nos dois primeiros anos, o Lakers teve dificuldades nesse aspecto, trocando marcações entre as posições por falta de um pivô que pudesse proteger o aro. Agora, com Kessler, a ideia é adotar uma defesa mais sólida, com menos trocas. No training camp, Redick enfatizou que estabelecer princípios defensivos será a prioridade número um.

Entretanto, a pré-temporada trouxe alguns desafios. Um deles foram os muitos erros em ataque, com uma média alarmante de 25 por jogo. Ele reconheceu que a equipe ainda carece de organização em quadra. Outro ponto preocupante é o encaixe entre Doncic, Reaves e Kessler, que não jogaram juntos nos primeiros jogos da pré-temporada.

Após um jogo contra o Warriors, Redick separou os problemas em dois: a química do grupo parece estar se desenvolvendo, mas o ritmo de jogo ainda precisa de tempo para se ajustar. Ele sabe que falar em título traz pressão, mas não se intimida. Em uma entrevista, ele destacou que, apesar das projeções que colocam o Lakers em sexto lugar no Oeste, o foco está no caminho que a equipe está traçando.

O terceiro ano de um técnico muitas vezes é decisivo, e Redick tem um elenco novo, uma estrela em ascensão e uma meta bem clara. O primeiro teste será já na quarta-feira, contra os Warriors. É um momento de expectativa e esperança para os torcedores dos Lakers.

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Lucas Andrade