O Lakers está tentando trocar Jarred Vanderbilt desde julho, mas até agora não encontrou um comprador. O contrato dele tem algumas peculiaridades. Ele garante 12,4 milhões de dólares para a temporada 2026-27, além de uma opção de 13,3 milhões para 2027-28 que depende somente da decisão do jogador. Essa situação deixa o time em uma posição complicada, já que não tem controle total sobre o que acontecerá.
Atualmente, o Lakers possui 16 jogadores com contrato padrão, enquanto o limite é de 15. Isso significa que a equipe precisa resolver essa situação antes do dia 20 de outubro, quando a nova temporada começa. A ideia simples pode ser transferir o maior salário do grupo de reservas, mas as coisas não são tão fáceis assim.
Vanderbilt vai receber 12,4 milhões nesta temporada, um valor que, em termos de NBA, não é tão assustador. O que realmente preocupa é o que vem a seguir. A temporada seguinte pode custar 13,3 milhões, mas essa decisão é inteiramente do jogador. Na prática, isso significa que uma equipe que o aceitar em uma troca está lidando com duas possibilidades. Se ele voltar a jogar bem, pode optar por não ficar e buscar um novo contrato em outro lugar. Mas, se repetir o desempenho da última temporada, onde teve médias de 4,4 pontos e 17,4 minutos em 65 jogos, ele pode acabar aceitando a opção e o novo time terá que arcar com um custo que não desejava.
Falando um pouco sobre os contratos do time, a diferença entre os jogadores que estão em rumores de troca não é apenas o salário, mas sim quem tem a palavra final sobre o último ano do contrato. Por exemplo, o contrato de LaRavia termina nesta temporada, o que facilita a negociação. Já o de Vanderbilt é mais complicado, pois o futuro dele está nas mãos do próprio jogador.
A opção do jogador é uma vantagem em termos contratuais. Quando Vanderbilt assinou sua extensão de quatro anos e 48 milhões de dólares, o que parecia um detalhe técnico agora se tornou um obstáculo na negociação. Se olharmos para o elenco, vemos que Sandro Mamukelashvili, que também disputa a vaga de ala-pivô, tem um contrato diferente, pois o time pode decidir quando encerrá-lo, enquanto Vanderbilt tem essa autonomia.
Os rumores de que o Lakers está tentando negociar Vanderbilt não são novos. Especialistas como Jake Fischer e Jovan Buha já comentaram sobre essa busca, mas não há confirmação de que algum time tenha rejeitado o contrato até agora. O silêncio do mercado pode estar mais relacionado às condições do contrato do que a uma recusa direta.
O prazo para resolver essa situação não é o Media Day, que acontece em 28 de setembro, mas sim a estreia da temporada regular em 20 de outubro. Até lá, o Lakers pode optar por cortar um jogador, realizar uma troca que una contratos ou até mesmo adiar a decisão para dezembro, quando jogadores assinados na agência livre podem ser negociados novamente.
Enquanto isso, Vanderbilt continua treinando. Ele nunca foi uma peça fácil de encaixar ao lado de Luka Doncic, principalmente porque não tem um bom arremesso de fora. A defesa que fez dele um jogador desejado depende de um físico que ele tem lutado para manter. É curioso pensar que o contrato que hoje representa um desafio para a equipe foi, em seu momento de assinatura, celebrado como uma conquista. A linha entre um bom e um mau contrato pode ser bem fina, dependendo de como as coisas se desenrolam ao longo do tempo.