Lakers sem Kessler: preocupação no garrafão

O Lakers enfrentou algumas dificuldades recentemente, especialmente sem a presença do pivô Walker Kessler. Ele não participou dos jogos contra o Kings e o Warriors, e a equipe sentiu a falta dele na luta pelos rebotes e na pontuação perto da cesta. É verdade que a pré-temporada é só um aquecimento, mas os números mostram que a ausência de Kessler acendeu um sinal de alerta.

Nos dois jogos, o Lakers teve problemas claros: contra o Kings, o time perdeu a disputa de rebotes por 46 a 39, e os pontos no garrafão também foram desfavoráveis, com 52 a 40. Já contra o Warriors, a situação não melhorou. O time ficou atrás novamente, com 44 a 35 nos rebotes e 48 a 36 nos pontos no garrafão. É uma diferença que não passa despercebida.

Kessler machucou o dedo em um treino e ficou fora das duas partidas. O ex-jogador da NBA, J.J. Redick, comentou que a lesão é leve e que Kessler está listado como dia a dia. Sem ele, o Lakers tentou diferentes estratégias. No jogo contra o Kings, Kevon Looney começou como pivô e, apesar de ter feito 9 rebotes e 3 assistências em 18 minutos, a equipe ainda saiu perdendo em rebotes e pontos no garrafão. Já contra o Warriors, Sandro Mamukelashvili foi escalado. Ele até se destacou como cestinha do time, com 15 pontos, mas só conseguiu pegar 2 rebotes.

O impacto da falta de Kessler é significativo. Ele teve uma média impressionante de 12,2 rebotes por jogo na última temporada, além de ser um dos melhores em tocos. Na verdade, ele era responsável por quase metade dos rebotes ofensivos que o Lakers somava em média por jogo. Quando ele não está em quadra, a equipe precisa se ajustar. Looney, que já não é mais um garoto, e Mamukelashvili, que se destaca mais no arremesso e no passe, não oferecem a mesma proteção no garrafão.

As opções não são muitas. Jarred Vanderbilt, que poderia ajudar, é um ala de força e não um pivô de ofício. A solução parece estar no mercado. O site Lake Show Life sugeriu que Rob Pelinka, o gerente geral do Lakers, poderia fazer algumas ligações antes da estreia da temporada. O time tem 16 contratos garantidos, mas apenas 15 vagas, o que significa que alguma movimentação precisa acontecer até 21 de outubro.

Um nome que tem circulado é o de Jalen Smith, do Bulls. Embora não seja a solução perfeita, ele poderia ajudar como um pivô reserva. Por enquanto, não há informações sobre negociações concretas.

O próximo desafio do Lakers será contra o Kings, na quinta-feira, às 23h30, horário de Brasília. Se Kessler voltar, será uma ótima oportunidade para ver como ele pode mudar a dinâmica do garrafão. Caso contrário, o teste dos reservas seguirá e a pressão por um reforço só tende a aumentar.

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Lucas Andrade