O contrato de Zach LaVine tem gerado algumas discussões sobre o futuro dele no Sacramento Kings. Porém, isso não significa que a equipe esteja disposta a se desfazer do jogador a qualquer custo. O próprio jornalista James Ham, que havia levantado essa possibilidade recentemente, afirmou que a franquia não tem a intenção de dispensar o ala-armador. “Sacramento não pensa em liberar Zach no momento. A ideia é que ele continue na equipe e, com isso, esteja pronto para fazer uma grande temporada em seu contrato. Fiquei sabendo que Zach também está alinhado com esse pensamento. Assim, dá para dizer que ambos estão ‘presos’ um ao outro até 2027”, revelou Ham.
Na próxima temporada, LaVine vai continuar no Kings porque decidiu ativar uma opção em seu contrato, garantindo a ele cerca de US$49 milhões. Essa escolha não foi totalmente bem-vinda pela equipe, já que o time gostaria de evitar esse gasto. No entanto, Ham acredita que há uma oportunidade para que tanto o jogador quanto a franquia se beneficiem dessa situação. “Sacramento precisa que ele seja a melhor versão de si mesmo para não ficar entre os piores times da NBA. Ficar na lanterna diminui as chances de conseguir a primeira escolha no draft. Por outro lado, o atleta precisa de tempo em quadra para mostrar seu valor antes de se tornar agente livre. De certa forma, ambos ainda precisam um do outro”, explicou.
A intenção do Kings de manter LaVine ficou clara após a última temporada. O gerente geral, Scott Perry, já havia mencionado em abril que o ala-armador permaneceria na equipe e que ele continuava sendo parte dos planos para a próxima campanha. Perry acredita que pode aproveitar os talentos do veterano de forma positiva. “Zach e eu estamos em contato desde o fim da temporada. Temos uma ótima relação e acreditamos que ele é um excelente jogador, por isso temos grandes expectativas. Ele sabe disso, já deixei isso claro em nossas conversas. Tenho certeza de que ele vai ‘abraçar’ essa oportunidade e dar o seu melhor neste ano”, afirmou o dirigente.
Na última temporada, LaVine teve uma média de mais de 19 pontos por partida. Perry ressalta que, apesar das análises recentes sobre o jogador, essa performance não deve ser subestimada. “Acredito que podemos tirar proveito de muitas das habilidades que ele traz para a quadra. Estou bastante ansioso para vê-lo avançar neste ano. É com essa mentalidade que queremos que ele jogue”, concluiu.
Embora ativar a opção do contrato parecesse uma decisão simples para LaVine, a equipe realmente buscou alternativas para o jogador. Ham apurou que a franquia tentou se articular com os agentes de LaVine para explorar outros cenários. Sacramento estava disposto a fazer concessões para evitar os US$49 milhões do contrato. “Scott estava muito aberto a trabalhar com Zach e seus representantes para encontrar uma nova equipe, caso ele optasse por não ativar o contrato. A ideia era facilitar uma sign-and-trade para um time que oferecesse um salário menor, mas com um contrato de longa duração. Sacramento queria muito tentar isso, mas esse cenário nunca foi tão realista”, destacou o jornalista.
E assim, o futuro de Zach LaVine no Kings segue com incertezas e possibilidades, refletindo a complexidade do mundo do basquete.