Kevin Durant fala sobre desejo de ser GM da seleção dos EUA

Kevin Durant é, sem dúvida, um dos maiores nomes da história do basquete dos Estados Unidos. E mesmo com 37 anos, ele não pensa em desacelerar. Com a carreira de jogador chegando ao fim, Durant já está sonhando com um futuro diferente dentro do esporte e almeja assumir um papel de liderança na seleção norte-americana. Ele quer ser o gerente geral da USA Basketball, uma posição que, convenhamos, não é o objetivo de muitos atletas da liga.

Recentemente, Durant compartilhou seus planos. “Todos os dias, eu penso em novas coisas que quero fazer no meio do esporte. Um dos meus grandes objetivos, por exemplo, é ser o GM da seleção. Quero assumir essa função um dia, assim como Grant Hill atua hoje. Eu gostaria muito de fazer esse trabalho em uma Olimpíada no futuro, em um desses anos pela frente”, contou ele, com aquele brilho nos olhos que só os apaixonados pelo basquete têm.

É interessante notar que Durant fez parte das últimas quatro conquistas olímpicas dos EUA. Com isso, ele se tornou o único jogador masculino de basquete a ganhar quatro medalhas de ouro. Mas, para ele, o que realmente importa não é só essa impressionante coleção de medalhas. Kevin acredita que sua habilidade de se relacionar com outros jogadores é o que o torna ideal para o cargo de GM.

“A cada dia, sinto que faço coisas legais e, por conta disso, construí boas relações com vários jogadores. Isso é o que quero continuar fazendo: criar ‘pontes’ entre as pessoas. Mostrar como amo o jogo, mas também me conectar com todos em um nível mais profundo, que vai além do basquete. Esse é o meu propósito de vida além das quadras”, disse o jogador do Houston Rockets.

Outro aspecto que Durant destaca é sua relação com o basquete internacional. Ele é um dos atletas norte-americanos mais respeitados no cenário global e se sente feliz com o crescimento de jogadores estrangeiros na NBA. “Nosso esporte é global. O basquete é praticado em todos os cantos do mundo. Já era hora de os atletas de fora dos EUA assumirem o protagonismo. É algo natural, fruto da evolução de todos no jogo”, afirmou, ressaltando que não vê problema algum na ascensão dos jogadores internacionais.

Um dado curioso é que os últimos oito jogadores eleitos MVP da NBA não nasceram nos Estados Unidos. Esse fenômeno traz novas dinâmicas para as seleções, e cada vez mais países estão se tornando ameaças à supremacia dos EUA nas Olimpíadas. Contudo, Durant acredita que a influência americana no basquete global ainda é significativa. “A nossa missão é fazer com que o basquete esteja presente em todo o planeta. É ótimo ver tantos atletas de fora dos EUA se destacando, mas é importante lembrar que fomos nós que os inspiramos. Shai Gilgeous-Alexander e Nikola Jokic, por exemplo, usavam camisas de Allen Iverson quando eram crianças”, finalizou o ícone do basquete.

É sempre bom ver um atleta tão dedicado ao esporte, não apenas dentro das quadras, mas também pensando no futuro do basquete. A paixão de Durant pelo jogo e sua vontade de contribuir para o crescimento do esporte são, sem dúvida, contagiantes.

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Lucas Andrade