Recentemente, Kendrick Perkins, ex-jogador da NBA e comentarista da ESPN, fez algumas observações interessantes sobre o contrato de Victor Wembanyama, o jovem fenômeno do San Antonio Spurs. Wembanyama garantiu uma extensão de contrato milionária, recebendo US$ 252 milhões por cinco temporadas a partir da próxima offseason. Para muitos, esse valor é incrível e quase inimaginável. Mas para Perkins, isso ainda é pouco.
Ele acredita que o valor justo para Wembanyama deveria ser de US$ 1 bilhão por dez anos, afirmando que isso refletiria melhor o impacto que o jogador tem em quadra. Na visão de Perkins, Wembanyama é, atualmente, o jogador mais valioso da NBA. E não é só por suas habilidades técnicas. O que realmente impressiona é o fenômeno que ele se tornou entre os fãs. “As arenas ficam lotadas em todos os lugares onde ele joga. Não importa se é em San Antonio ou em outra cidade, a presença dele é um grande atrativo”, comentou.
Perkins até revelou que foi o único jogador pelo qual ele pagou ingresso do próprio bolso neste ano. Ele está tão empolgado com Wembanyama que prefere assistir a ele do que a outros eventos da liga.
Outro ponto que merece destaque é que, apesar de Wembanyama ter aceitado um contrato que não é o máximo que poderia obter, ele fez isso com a intenção de ajudar o Spurs a manter um elenco competitivo. Ele abriu mão de cerca de US$ 50 milhões nessa negociação. Embora Perkins reconheça essa boa intenção, ele expressou sua preocupação, dizendo que a NBA deveria pressionar mais os donos dos times para que eles paguem o que os jogadores realmente merecem. “Acho que em San Antonio não falta dinheiro. Se é para manter um jogador como Victor, eles devem encontrar uma forma de pagar o que ele merece”, afirmou.
Cortes salariais não são uma novidade na liga, mas Perkins não concorda que isso deva ser uma prática comum. “Victor é competitivo e quer vencer, mas nenhum atleta deveria ter que deixar dinheiro na mesa para os donos bilionários das equipes”, disse ele.
Os fãs de basquete geralmente apreciam a postura de Wembanyama em relação ao contrato, mas Perkins ressalta que a situação vai além da vontade do jogador. Como ex-atleta, ele acredita que a visão dos jogadores sobre suas carreiras deve ser diferente da de um fã ou jornalista. “Para os jogadores, isso não é apenas entretenimento; é o trabalho deles, é como eles sustentam suas famílias”, explicou. Ele sempre incentivou seus colegas a priorizar a busca pelo dinheiro, antes de se preocupar com outros objetivos na carreira.