Jeanie Buss questiona venda do Lakers e anula voto

A situação envolvendo Jeanie Buss e a venda de 17,8% das ações da família Buss no Los Angeles Lakers está gerando bastante agitação. O advogado dela, Adam Streisand, questionou a validade do voto dos irmãos sobre essa venda, afirmando que só Jeanie, junto com Janie e Joey Buss, pode decidir sobre o futuro das ações. Para complicar, uma ordem judicial de 2017 reforça que Jeanie deve manter o comando da equipe enquanto viver.

Na manhã de segunda-feira, a ESPN trouxe à tona que os seis irmãos Buss haviam concordado em vender as ações remanescentes para o grupo de Bob Iger e Josh Kushner. A declaração era clara, afirmando que a família decidiu em conjunto pela venda. Mas, no período da tarde, a CNBC revelou uma carta de Streisand que desmentia essa versão, chamando a declaração de “falsa e prejudicial”. Ele deixou claro que o voto dos irmãos é considerado nulo.

O foco da carta de Streisand está na governança da família. Ele argumenta que a venda não pode acontecer sem a aprovação dos co-trustees, que são apenas três: Jeanie, Janie e Joey. Portanto, qualquer votação sugerindo que os irmãos estão vendendo as ações é inválida. Além disso, ele fez duas exigências: uma pública, pedindo que os irmãos deixem claro que Jeanie é a proprietária controladora, e outra que alerta sobre possíveis consequências legais caso tentem agir de outra forma.

A questão se complica quando se considera que, segundo a ESPN, para a venda ser aprovada, seriam necessários quatro votos dentre os seis irmãos. Contudo, Streisand discute que apenas os co-trustees deveriam decidir, portanto, Janie e Joey estariam vinculados a decisões anteriores. Assim, a contagem de votos se torna um ponto crucial e, se a interpretação de Streisand prevalecer, a votação que ocorreu em agosto pode não ter validade legal.

Uma ordem de 2017, que surgiu após uma disputa anterior na família, reforça a posição de Jeanie. A corte determinou que os co-trustees deveriam votar para garantir que ela permanecesse no comando do Lakers enquanto estivesse viva. Isso significa que, se a família vender mais do que 15% das ações, ela pode perder o controle do time, o que complicaria ainda mais a situação.

Com o negócio avaliado em US$ 12,5 bilhões e a reunião do Board of Governors da NBA se aproximando, a pressão está aumentando. Os irmãos têm até 15 e 16 de setembro para resolver essas pendências, que não envolvem apenas a família, mas também a participação de Kushner em outro time da liga.

Até o fechamento da segunda-feira, ninguém se manifestou publicamente sobre a carta de Streisand. O silêncio é compreensível, pois qualquer declaração pode ser usada em um eventual processo judicial. A história do Lakers, que começou em 1979 com Jerry Buss, não está sendo disputada apenas pelo dinheiro, mas sim por um controle que tem um significado muito maior para a família.

Sobre o Autor

Lucas Andrade