O clima na temporada passada do Los Angeles Lakers foi descrito como “estranho”, de acordo com informações de um veículo especializado. Durante os 14 meses em que Mark Walter esteve no comando, o time enfrentou demissões, um aumento significativo nos preços dos ingressos e até a mudança do time da G League para uma nova localização.
Para quem acompanha o Lakers, já não é novidade que os preços dos ingressos subiram bastante. Em fevereiro, a equipe confirmou esse aumento, que passou de 40% em alguns casos. E em maio, várias demissões ocorreram, o que deixou muita gente sem entender o que estava acontecendo. O problema não era apenas um episódio isolado; parecia que havia uma falta de direção clara na organização.
Mark Walter adquiriu o controle do Lakers em junho de 2025 por cerca de 10 bilhões de dólares. Ele ficou oficialmente como proprietário até o final de outubro do mesmo ano. Em agosto de 2026, Walter decidiu vender a equipe por 12,5 bilhões de dólares. Essa rápida transição deixou muitos questionando como uma franquia tão icônica poderia ser vendida em tão pouco tempo.
A mudança do time da G League, que agora se chama Coachella Valley Lakers e joga em Palm Desert, foi um dos pontos que mais irritou os executivos do departamento de basquete. O time deixou El Segundo, onde tinha seu centro de treinamento, e isso dificultou a integração e o acompanhamento dos jogadores em desenvolvimento. Para quem trabalha na organização, isso foi um golpe, pois a proximidade com a equipe de base é essencial para a formação e a observação dos talentos.
Muitos se perguntam por que Walter decidiu vender o Lakers tão rapidamente. O ex-jogador Kyle Kuzma resumiu essa situação ao afirmar que “ninguém se desfaz de uma joia da coroa em 14 meses porque as coisas vão bem”. Investigadores federais estão de olho nas empresas ligadas a Walter, e a venda do Lakers pode estar relacionada a uma reestruturação de seus negócios.
Agora, Bob Iger e Josh Kushner, os novos donos, herdam uma situação complicada. Eles vão lidar com uma equipe que passou por dificuldades e uma torcida que viu os preços subirem. Rob Pelinka continua como presidente de operações e gerente geral, o que pode trazer um pouco de continuidade em meio a essa mudança.
A venda ainda precisa ser aprovada pelo Board of Governors, que se reunirá em breve. Já há uma contestação por parte de Jeanie Buss, um sinal de que a transição não será tão simples. No fim das contas, o que ficou claro é que essa temporada foi marcada por um “clima estranho”, um resumo de uma gestão que durou menos que um contrato de jogador veterano.