O Cavaliers decidiu fechar um contrato com Peyton Watson por quatro anos e US$ 88 milhões, o que tirou o time da disputa por Jonathan Kuminga. Assim, o Lakers ficou sozinho na corrida pelo jogador, mas a negociação não está fácil. O Lakers está oferecendo cerca de US$ 10 milhões por ano, enquanto Kuminga pede entre US$ 14 e US$ 16 milhões. Essa diferença de valores tem sido um verdadeiro impasse.
Para quem não está tão por dentro, Kuminga se tornou agente livre irrestrito em junho, após o Hawks não exercer a opção de US$ 24,3 milhões. Na última temporada, ele teve médias de 12,2 pontos, 5,6 rebotes e 2,3 assistências em 36 jogos, o que o coloca como um jogador de rotação, mas não necessariamente um titular consolidado. Assim, o mercado teve suas reservas em relação a ele. A proposta do Lakers, que gira em torno de US$ 10 milhões, é um contrato curto, enquanto o pedido de Kuminga está acima do que muitos esperavam.
Um detalhe que costuma passar despercebido é que, com o Cavaliers fora do jogo, a situação de Kuminga se complica ainda mais. Antes, ele tinha um segundo interessado para mencionar nas negociações, mas agora essa opção sumiu. O Timberwolves pode ser uma alternativa, já que perdeu alguns jogadores e precisa de alas. O Bucks também é uma possibilidade, mas não há garantias.
A escolha do Cavaliers por Watson é interessante. Eles precisavam de um ala defensivo e optaram pelo mais caro, mas também pelo mais previsível. O Cavaliers saiu de uma negociação complexa com o Denver, onde outras movimentações também ocorreram, como a ida de Max Strus para o Clippers. O Lakers, por sua vez, está em uma situação complicada em relação ao espaço na folha salarial, e isso torna as negociações ainda mais difíceis.
E por falar em Lakers, a equipe já fez algumas mudanças significativas neste verão. Rob Pelinka, o general manager, trouxe novos jogadores e já tem 16 atletas sob contrato, mas apenas 15 vagas disponíveis. Isso significa que, se Kuminga for contratado, alguém precisará deixar a equipe. E com LeBron James agora no 76ers e Rui Hachimura indo para o Clippers, o time precisa de um ajuste no vestiário.
Com a aproximação de setembro e a pré-temporada logo atrás, o tempo está contra Kuminga. Cada dia sem um acordo pode significar menos minutos em quadra para ele, já que a rotação da equipe começa a ser definida. O Lakers pode se dar ao luxo de esperar, já que suas prioridades já foram atendidas. Mas para Kuminga, a pressão aumenta, e ele precisa decidir o que fará a seguir.
Nos últimos meses, o cenário mudou bastante para o jogador. Desde que se tornou agente livre, ele viu as opções diminuírem e agora está em uma situação delicada. A conversa não é mais sobre seu valor, mas sobre quanto tempo ele pode esperar para descobrir isso. O relógio está correndo e as decisões precisam ser tomadas.