Associação de jogadores da NBA pede fim de multas altas

A situação na NBA está pegando fogo, principalmente quando o assunto é a questão dos aprons, ou multas, que a liga impõe aos times que ultrapassam os limites de gastos. A Associação de Jogadores da NBA (NBPA) não está nada satisfeita com isso, e David Kelly, o presidente da entidade, deixou claro que mudanças precisam acontecer rapidamente. Ele afirmou: “Nós não somos fãs do segundo nível de multas”.

Kelly destacou que a proposta de penalizações não veio da NBPA. Ele reconheceu que a associação poderia ter feito mais para se opor a essas regras e prometeu que, no futuro, a união será mais forte para enfrentar esses desafios. Na visão dele, essas penalizações estão afetando as equipes e forçando decisões que não têm a ver com o basquete.

Na prática, o que costuma acontecer é que muitos jogadores estão deixando suas equipes por questões financeiras. Isso não é bom para o esporte e, ainda por cima, as franquias acabam perdendo atletas sem ter como negociar. Com as regras atuais do Acordo Coletivo de Trabalho (CBA), se um time ultrapassa US$ 209 milhões em gastos, ele perde uma série de direitos. E se esse valor passar de US$ 221,7 milhões, a situação fica ainda mais complicada, afetando negociações de salários e até escolhas no Draft.

Um exemplo claro disso é que um time que está acima do segundo nível de multas não pode realizar jogadas de sign and trade. Isso significa que eles não conseguem trazer jogadores que assinaram contratos com outras equipes, como foi o caso de Walker Kessler, que se transferiu para o Los Angeles Lakers. Os Lakers conseguiram essa contratação porque ficaram abaixo dos aprons.

Esse cenário levou o Boston Celtics a trocar o renomado Jaylen Brown com os Philadelphia 76ers. Segundo Brad Stevens, é difícil manter estrelas como Brown e Jayson Tatum na mesma equipe. Por conta disso, Paul George acabou vindo para o Celtics. Essa situação toda fez com que a NBPA buscasse mudanças nas regras.

Recentemente, o Celtics também trouxe o pivô Mitchell Robinson, que se tornou agente livre porque o New York Knicks não conseguiu mantê-lo. O dono dos Knicks, James Dolan, apontou que é praticamente impossível ficar acima do segundo apron atualmente. Isso resultou na perda de Robinson para um rival, o que gera um desgaste entre torcedores e equipes.

Kelly fez uma reflexão importante: “Como vamos garantir que o sistema não atrapalhe o interesse dos fãs e dos jogadores, devido a um controle excessivo?” Ele acredita que os jogadores devem ter liberdade para tomar suas próprias decisões, sem que o bolso deles seja sempre o foco.

Atualmente, o Minnesota Timberwolves e o Oklahoma City Thunder estão acima do segundo nível de multas. É possível que o Cleveland Cavaliers também entre nessa lista em breve, especialmente com a situação do contrato de James Harden e o interesse em LeBron James. O atual CBA vai até 2029/30, mas a NBPA pode antecipar mudanças em um ano, então ainda há um bom caminho pela frente.

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Lucas Andrade