Passividade e alegria nas pernas no quadro dos Lakers

Não era minha intenção falar sobre futebol por aqui, já que o foco é o basquete. Mas, com tantos assuntos relevantes na NBA, acabei pensando em como o novo elenco do Los Angeles Lakers está se formando. Depois, vou trazer mais detalhes sobre isso. Apesar de ser um site dedicado à NBA, sinto que tem espaço para discutir outros esportes também. Já falamos sobre futebol americano na última temporada e, por que não, tocar no assunto do futebol?

A verdade é que parece que perdemos um pouco da alegria nesse esporte. Muitas vezes, as pessoas confundem as coisas. Um jogador pode ter sido incrível em sua carreira, mas se não está bem fisicamente, é hora de repensar. Decisões ruins acontecem, e quando um atleta prioriza outras questões em vez do profissionalismo, a situação pode se complicar. O elenco que o Brasil levou para a Copa poderia ter sido mais forte, mas as lesões mudaram tudo, inclusive a convocação de Neymar. Até então, ele não parecia uma escolha viável para o quarto mundial.

Eu realmente torci para que ele chegasse à Copa em boa forma, tanto física quanto técnica, mas isso não aconteceu. É complicado, pois quando um time não depende mais de um único jogador, fica claro que um ciclo se quebrou. Admirar o que Neymar foi é uma coisa, mas ele precisava estar em condições reais de jogo.

Reflexões sobre lesões e convocações

Lembro-me de Romário, que ficou de fora da Copa de 1998. As lesões dele eram diferentes, mas ele estava jogando bem até aquele momento. A comissão técnica decidiu não levá-lo, mesmo após uma grande competição anterior. Zico passou por situação parecida antes da Copa de 1986. Ambos não estavam nas melhores condições, mas ainda assim, conseguiram brilhar em seus retornos.

Hoje, temos um cenário diferente. A Copa atual tem 26 jogadores no elenco, o que dá mais espaço para recuperação, mas Neymar parece estar mais perto da aposentadoria do que de uma nova fase de sua carreira. Ele não estava com alegria nas pernas, e isso ficou evidente. A questão é que ele foi para os EUA mesmo sem ter jogado em um nível aceitável nos últimos quatro anos.

Entre 2023 e 2025, quando jogou pelo Al Hilal, Neymar teve apenas sete partidas, devido a uma grave lesão no joelho. Jorge Jesus, seu treinador na época, apontou que ele não tinha mais condições de atuar como antes. Todos nós sabemos como é frustrante ver um jogador que já foi tão bom não conseguir acompanhar o ritmo dos colegas.

Comparações e desafios

Recentemente, fiz uma comparação entre Neymar e Kyrie Irving. Ambos deixaram grandes jogadores em suas respectivas ligas para buscar protagonismo. Muitos acharam que eu estava me referindo a questões políticas, mas, na verdade, sempre torci por Neymar em campo, independentemente de sua vida pessoal. A mistura de assuntos fora do esporte não me interessa.

Desde que voltou ao Santos, Neymar se esforçou para jogar. Foram 43 partidas e 16 gols, um avanço considerável em relação ao que fez no Al Hilal. No entanto, muitas dessas atuações foram pontuais, sem uma sequência significativa. Com tantas lesões na equipe, ele acabou sendo convocado para sua quarta Copa do Mundo, mesmo que sua presença tenha deixado de lado jogadores que poderiam contribuir mais.

Um ciclo difícil

Nos últimos quatro anos, o Brasil passou por mudanças constantes, com quatro técnicos diferentes e uma espera interminável por Ancelotti. O resultado? A pior classificação da história em eliminatórias, um quinto lugar preocupante. A expectativa era de que, com Ancelotti, a situação mudasse, mas as peças simplesmente não estavam à altura.

Infelizmente, a convocação foi marcada por lesões. Perder um lateral como Wesley foi um golpe e a escolha de não convocar um reserva de ofício acabou complicando ainda mais. Assim, quando Ibanez, um zagueiro, começou o jogo contra Marrocos, as dificuldades eram evidentes. E claro, Danilo se viu novamente em uma posição que não era a sua.

As lesões continuaram a surgir. Jogadores como Luiz Henrique e Raphinha também se machucaram, deixando a equipe em uma situação crítica. O Brasil enfrentou a Noruega sem muitos de seus titulares, e a opção de Ancelotti por Martinelli se mostrou acertada em alguns momentos, mas as substituições problemáticas mudaram a dinâmica do jogo rapidamente.

Desfechos complicados

Era evidente que, com tantas alterações, a equipe estava em desvantagem. Neymar, em particular, começou a monopolizar as jogadas, enquanto a conexão com Vini Jr. se perdia. O que deveria ser uma jogada coletiva se tornou um esforço isolado, permitindo que a Noruega encontrasse seus espaços e se aproveitasse da situação.

Quando o Brasil fez um gol de pênalti, a tensão aumentou. O bate-boca de Neymar com o goleiro foi desnecessário e, no final, a equipe se despediu de forma melancólica. E quando Bruno Guimarães perdeu um pênalti decisivo, fica a pergunta: por que Vini Jr., o grande nome da seleção, não bateu?

É uma questão de hierarquia. Nos treinos, Bruno tinha se destacado, mas a pressão de um jogo como aquele é completamente diferente. A lembrança de que treino é treino e jogo é jogo se torna ainda mais clara nessas horas. Bruno Guimarães fez uma boa Copa, mas o resultado foi frustrante.

O Brasil se despediu de Neymar, um craque que prometeu muito, mas que, infelizmente, não conseguiu brilhar como esperávamos. A sensação é de que poderíamos ter ido mais longe, mas a realidade é que o time enfrentou um ciclo conturbado, repleto de desafios e decisões complicadas.

Sobre o Autor

Lucas Andrade