Lakers forma elenco na agência livre e gera incerteza entre fãs

A saída de LeBron James do Los Angeles Lakers já era esperada. Depois de oito temporadas, o astro e a franquia se despediram, deixando um espaço considerável no teto salarial. Com isso, o Lakers se preparou para a agência livre da NBA, em busca de novos talentos para reforçar o time. No entanto, essa não era uma offseason repleta de estrelas, e o desafio de competir na liga se tornava cada vez maior.

Nos últimos dias, a diretoria do Lakers fez tentativas de conversar com vários jogadores. O foco estava em usar a saída de LeBron para fortalecer o elenco. Com mais de 50 milhões de dólares disponíveis, havia uma oportunidade interessante de buscar contratações que realmente fizessem sentido. Mas, como muitos sabem, a agência livre nem sempre é a solução mágica que as equipes esperam. Existem regras que limitam as contratações e a concorrência é intensa.

O Lakers sabia que precisava trazer jogadores que Luka Doncic, estrela do Dallas Mavericks, gostaria de ter ao seu lado. Em uma entrevista recente, Luka deixou claro que precisa de um pivô e bons arremessadores. Assim, Rob Pelinka, o presidente da franquia, foi atrás dessas peças. Afinal, se as coisas não saírem como planejado, a responsabilidade recai diretamente sobre ele.

Montar um elenco competitivo na NBA é caro, especialmente para o Lakers. Há uma crença comum na liga de que, quando um jogador se torna agente livre, ele pede um valor padrão para todos os times, mas aumenta o preço para a equipe de Los Angeles. E ao priorizar as necessidades de Luka em vez de tentar estender o contrato de LeBron logo de cara, ficou claro que o ciclo do astro na franquia estava se encerrando.

A primeira contratação após essa mudança foi o pivô Walker Kessler, que custou caro: cerca de 32,5 milhões de dólares por ano, além de duas escolhas de primeira rodada e dois swaps enviados ao Utah Jazz. O Jazz, por sua vez, já esperava perder Kessler, pois tinha outros planos em mente. Com a troca por Jaren Jackson Jr. e a extensão do contrato de Jusuf Nurkic, ficou evidente que Utah estava se preparando para essa mudança.

Agora, com Kessler no Lakers, a equipe começou a fechar suas contratações na agência livre. Foram acertados contratos com Quentin Grimes, Sandro Mamukelashvili e Collin Sexton. Cada um deles traz algo interessante para o time. No entanto, ainda falta um especialista em defesa de perímetro e existe a possibilidade de trocar o contrato de Deandre Ayton para conseguir mais profundidade no elenco.

Com tudo isso, o Lakers já gastou uma boa parte do seu orçamento e só tem direito ao mínimo para veteranos, acumulando cerca de 195 milhões de dólares em salários para a temporada 2026/27. Embora haja espaço para estender o contrato de Rui Hachimura, isso pode levar a multa por ultrapassar o limite de gastos.

A montagem do elenco ainda precisa de ajustes e trocas, mas a situação é complicada, já que o Lakers não possui muitas escolhas de Draft nos próximos anos. Isso significa que a equipe precisará aproveitar as oportunidades que surgirem no mercado. No papel, a formação pode parecer não tão promissora, mas muitos acreditam que o verdadeiro potencial só será revelado em quadra.

Cada jogador tem um papel importante a desempenhar. Kessler irá liderar o garrafão, garantindo rebotes e recebendo passes de Doncic e Reaves. Sandro traz boa capacidade de espaçamento e um ataque incisivo. Grimes é um defensor sólido, especialista em arremessos de três e ajuda a organizar o ataque.

Do banco, Sexton promete acelerar o jogo e entregar-se na defesa, enquanto Cameron Carr, um calouro promissor, pode ser uma agradável surpresa com suas habilidades de arremesso. Embora a montagem do elenco possa não ter agradado à primeira vista, há uma expectativa de que o Lakers possa surpreender ao longo da temporada.

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Lucas Andrade