Walker Kessler vai enfrentar o Portland Trail Blazers com o dedo esquerdo imobilizado, mas com uma missão bem clara: conter os rebotes de Donovan Clingan e Robert Williams III. O pivô já demonstrou sua habilidade ao acertar 23 dos 28 arremessos que tentou nesta temporada, mas, na última partida, o Utah Jazz conseguiu agarrar 20 rebotes ofensivos, deixando o garrafão do Lakers em uma situação complicada.
Apesar do problema no dedo, Kessler está liberado para jogar. Ele começou a temporada com uma média de 16,7 pontos por jogo, o que é um bom sinal. Mas o que realmente chama atenção é a disparidade nos rebotes: o Jazz teve uma vantagem de 52 a 31 em Utah, e isso foi uma das piores atuações do Lakers no garrafão até agora. Por outro lado, o Blazers acumulou 29 rebotes ofensivos em duas partidas, com Clingan e Williams dominando a área.
Esse dedo imobilizado é um velho conhecido. Kessler se machucou durante o training camp, tentando um toco e batendo a mão na tabela. Inicialmente, o técnico JJ Redick não parecia preocupado, afirmando que era uma lesão leve e que ele jogaria na pré-temporada. E realmente jogou bem, fazendo uma estreia promissora contra o Warriors, com 11 pontos e 9 rebotes em apenas 16 minutos. No entanto, a lesão nunca saiu do relatório. Ele entrou em quadra em Utah com uma tala na mão esquerda, e o Lakers o listou novamente como disponível para a partida contra o Blazers.
Falando sobre os jogos, Kessler tem mostrado um desempenho interessante. Ele começou a temporada com números impressionantes: contra o Warriors, anotou 26 pontos, 9 rebotes e 2 tocos, acertando todos os 12 arremessos que tentou. No confronto contra o Clippers, foram 22 pontos, 8 rebotes, 6 tocos e 3 roubos de bola. No entanto, sua partida contra o Jazz foi mais discreta, com apenas 2 pontos e 7 rebotes em 28 minutos. Essa noite em Utah foi um desafio, e o garrafão do Lakers sentiu a falta de sua presença. O Jazz dominou com 52 rebotes, 20 deles ofensivos, e marcou 58 pontos na área pintada, enquanto o Lakers conseguiu apenas 30.
Somando tudo, o Lakers já concedeu 46 rebotes ofensivos em três jogos, uma média de mais de 15 por partida, o que é uma preocupação. E agora, enfrentando o Blazers, o desafio só aumenta. Clingan, que foi o líder da NBA em rebotes ofensivos na temporada passada, já teve um ótimo começo neste ano, somando 17 rebotes em apenas 21 minutos nos dois primeiros jogos. E quando ele sai, Robert Williams III entra em cena, pegando 10 rebotes em 15 minutos contra o Suns e acertando todos os arremessos que tentou contra o Kings. Essa rotação garante que o Blazers sempre tenha um pivô descansado em quadra, o que se reflete em seus números: 56 rebotes na estreia e 45 no segundo jogo, com 29 deles sendo ofensivos.
Além disso, o Blazers já se destacou como o time que mais fez pontos de segunda chance na liga na temporada anterior, com uma média de 18,4 por jogo. Com jogadores como Damian Lillard e Ja Morant arremessando de fora, as bolas que sobram no aro se tornam ainda mais valiosas.
Para Kessler, a tarefa é simples, mas desafiadora. Ele precisa permanecer em quadra, evitando as faltas que o tiraram de ritmo no jogo contra o Jazz, e deve focar em bloquear Clingan antes de pensar em fazer um toco. Quando teve espaço para proteger o aro, o Lakers conseguiu se sair melhor, mas a história foi diferente quando os adversários foram para cima dele no rebote.
O dedo imobilizado complica a habilidade que mais importa nesse duelo: controlar a bola em meio ao tráfego. Até agora, isso não afetou sua capacidade de arremessar, como mostram seus números. Mas a verdadeira prova de fogo vai ser essa noite, quando a bola sobe às 0h na Crypto Arena, com transmissão pelo Prime Video. Se Kessler conseguir dominar a disputa com o pivô do Blazers, a busca pela invencibilidade vai ficar muito mais próxima de se concretizar.