Mamukelashvili, pivô reserva que se destaca nos arremessos

Sandro Mamukelashvili está se preparando para dividir os minutos no garrafão do Lakers com Kevon Looney, enquanto Walker Kessler se recupera. Durante o treinamento de pré-temporada, o jogador georgiano explicou como sua abordagem muda quando ele atua como pivô em vez de ala-pivô. Ele quer aproveitar ao máximo essa nova fase e não pretende se acomodar com o novo contrato.

Na prática, o que acontece é que Mamukelashvili traz uma dinâmica diferente para o jogo. Enquanto Kessler ocupa a área próxima ao aro, ele se destaca ao abrir a quadra, o que é essencial para criar oportunidades de arremesso. O Lakers tem um plano bem definido para a rotação dos pivôs, e a chegada de Mamukelashvili promete trazer mais flexibilidade ao time.

Looney é conhecido por sua atuação tradicional de pivô, focando em rebotes e defesa, enquanto Mamukelashvili se destaca em arremessos de longa distância. Essa combinação oferece ao técnico J.J. Redick a chance de alternar entre estilos de jogo, dependendo do adversário. Looney tem um currículo impressionante, com três títulos da NBA pelo Warriors, e está aqui para fazer o trabalho pesado que seu time precisa. Já Mamukelashvili, que teve uma boa temporada no Raptors, promete ser uma opção mais versátil.

Muitos já notaram que, quando Mamukelashvili assume a posição de pivô, ele muda a forma como participa do ataque. Ele comentou que, ao jogar dessa maneira, procura abrir a quadra e se posicionar para o arremesso, enquanto na ala-pivô, ele tende a receber a bola mais próximo da cesta. Isso altera não só sua movimentação, mas também a estratégia do time.

Na defesa, as funções também se invertem. Como pivô, a comunicação se torna fundamental, já que ele precisa organizar a defesa e alertar os colegas sobre bloqueios e adversários. Redick descreveu Mamukelashvili como um “conector”, alguém que pode transformar uma jogada parada em algo produtivo, seja com um passe preciso ou uma infiltração rápida.

A habilidade de passar a bola é algo que Mamukelashvili realmente valoriza. Ele se sente confortável em criar jogadas e adora encontrar um companheiro livre. Quando questionado sobre sua posição, ele destacou que se considera um jogador de basquete acima de tudo, pronto para se adaptar ao que a equipe precisa.

A importância dessa flexibilidade estratégica se torna clara quando olhamos para o estilo de jogo de Luka Dončić. Com Mamukelashvili em quadra, o espaço se abre, permitindo que Dončić ataque a cesta com mais liberdade. No entanto, é preciso lembrar que Mamukelashvili não tem o mesmo desempenho em rebotes que Kessler, o que faz com que Redick tenha que equilibrar as opções de acordo com o adversário. A pré-temporada, que começa na próxima segunda-feira, será crucial para determinar como esses dois jogadores serão utilizados ao longo da temporada.

Sobre o Autor

Lucas Andrade