Jake LaRavia abriu o coração e admitiu que, na segunda metade da última temporada, ele perdeu um pouco o controle mental. Para lidar com isso, ele se dedicou intensamente durante a offseason, focando tanto na parte psicológica quanto no seu arremesso. Agora, ele chega para a pré-temporada com um desafio extra: o time está mais cheio do que as vagas disponíveis.
Na temporada passada, LaRavia teve uma performance um tanto quanto irregular. Ele terminou a última temporada com um aproveitamento de apenas 27,9% nas bolas de três durante os últimos 43 jogos da fase regular. Isso é bem abaixo do que ele costuma produzir. Para se ter uma ideia, antes de 15 de janeiro, ele estava com 35,3%. O espaço para brilhar foi se estreitando quando mais precisou.
Ele foi um dos poucos jogadores a participar de todos os 82 jogos da temporada regular, sendo titular em 43 deles. No entanto, a competitividade do elenco aumentou, e agora ele se vê em uma situação onde 16 jogadores têm contrato, mas apenas 15 podem ficar. Algum jogador terá que sair antes da estreia.
Durante o Media Day, um evento onde os jogadores costumam estar mais descontraídos, LaRavia não hesitou em falar sobre os desafios que enfrentou. Ele comentou que teve um “apagão mental” que não conseguiu superar. “Na temporada, você passa por altos e baixos. Tive um desses e, como atleta profissional, isso é algo que pode acontecer. Mas jogar em um palco tão grande como a NBA exige que você esteja sempre preparado”, disse ele.
Depois de alguns treinos, ele se mostrou otimista sobre a intensidade do camp. “Tem sido muito físico e competitivo. Definitivamente, o melhor desde que estou na liga”, afirmou. Ele tem recebido elogios pela sua forma física e mental, e isso é um bom sinal.
O que aconteceu com o arremesso dele? Nos playoffs, as coisas ficaram ainda mais complicadas. Seus minutos em quadra caíram de 25,1 por jogo na fase regular para 14,3. E o aproveitamento caiu drasticamente, resultando em apenas dois acertos em sete tentativas de três pontos. O índice de desperdício de bola também subiu para 27,1%, mais que o dobro do que era antes.
Para reverter essa situação, LaRavia dividiu sua offseason em duas partes. A primeira focou em entender o que ocorreu e como evitar novos “apagões”. A segunda parte, que ele considera a mais importante, foi voltada para melhorar seu arremesso. “Vou entrar em cada jogo para jogar duro, defender e brigar pelo rebote. Mas a regularidade no arremesso era fundamental para mim. Esse foi meu foco”, contou.
Ele está no seu último ano de contrato, com um salário de US$ 6 milhões para a temporada 2026-27. A situação se complica ainda mais porque outros jogadores, como Quentin Grimes e Ziaire Williams, foram contratados para desempenhar funções semelhantes. Isso significa que a concorrência é feroz.
Um ponto a seu favor é a sua disponibilidade. LaRavia foi o jogador que mais entrou em quadra na temporada passada, o que é um ativo valioso, especialmente em um time que lidou com muitas lesões. Ele também destacou que a defesa e o rebote não dependem do seu arremesso, o que pode contar a seu favor.
Além disso, aos 24 anos, ele ainda está em uma fase onde os jogadores costumam evoluir. LaRavia já mostrou seu potencial em jogos anteriores, como quando marcou 27 pontos contra o Wolves, acertando 10 de 11 arremessos. A comissão técnica tem plena consciência de que esse jogador existe; agora, o desafio é aparecer com mais frequência.
A pré-temporada começa na segunda-feira, com uma partida contra os Kings. Esse será o primeiro teste do que ele trabalhou durante o verão. Se LaRavia conseguir elevar seu aproveitamento de três pontos de volta para a casa dos 35%, sua posição no time estará mais segura. Se não, o “apagão” da temporada passada pode ter um impacto maior do que apenas alguns jogos ruins.