Collin Sexton no Lakers: vai ser titular ou sexto homem?

Collin Sexton chegou ao camp do Lakers sem um papel muito claro definido. Ele pode se tornar o sexto homem que a equipe estava procurando ou até mesmo atuar ao lado de Doncic e Reaves, que são os responsáveis por conduzir a bola. Essa contratação é um teste interessante para ver se o Lakers consegue ter um desempenho melhor ao pedir menos do que Doncic pode oferecer.

O Lakers apostou US$ 19 milhões em dois anos na contratação de Sexton, utilizando toda a sua exceção de espaço salarial. Na última temporada, ele teve uma média de 15,4 pontos por jogo, jogando por Hornets e Bulls, em apenas 23,7 minutos em quadra. É bom destacar que ele teve um aproveitamento de 40,1% em arremessos de três, um número até superior ao de Reaves. Além disso, com 1,91 m, ele traz um pouco mais de tamanho para um elenco que ainda busca reforços na ala.

Durante o Media Day, Sexton não fez questão de pedir uma vaga de titular, ressaltando que valoriza a chance de sair do banco e mudar a dinâmica do jogo. “Entrar vindo do banco e trazer essa faísca é importante na NBA. Isso pode ajudar muito os titulares”, comentou. Ele também explicou o motivo de ter escolhido Los Angeles, depois de passar grande parte da carreira em times que não estavam disputando grandes títulos. “É a chance de ganhar e fazer a diferença”, disse ele, reconhecendo que vencer na NBA é um desafio.

Quando se trata de habilidade com a bola, Sexton não deixa dúvidas. Na última temporada, ele registrou impressionantes 15,4 pontos em 23,7 minutos, com um aproveitamento de 48,5% de arremessos de quadra e 40,1% em três pontos. Desde sua temporada de estreia, ele nunca teve média abaixo de 14 pontos. Quando ajustamos os números para 36 minutos, ele se destaca quase no mesmo nível de Reaves, mostrando que é um trunfo para o time.

No entanto, a questão do encaixe é um ponto que gera algumas preocupações. Críticos apontaram que o Lakers deve ter investido em um armador baixo, enquanto a necessidade mais clara estava na ala, especialmente após a saída de LeBron. Com Doncic e Reaves já no quinteto inicial, a distribuição da bola pode ser um desafio.

A defesa também é uma preocupação. Sexton reconheceu isso e, durante a offseason, se dedicou a estudar armadores como Marcus Smart e Avery Bradley, que tiveram sucesso em suas funções defensivas no Lakers. Ele quer aprender a se posicionar melhor e a criar jogadas na defesa. No entanto, com sua altura, ele pode enfrentar dificuldades para marcar alas, que são fundamentais na estratégia de defesa que o técnico Redick está implementando.

Uma possibilidade para Sexton é liderar a segunda unidade. O Lakers pode organizar os minutos de forma que sempre haja um dos dois criadores principais, Doncic ou Reaves, em quadra, permitindo que Sexton tenha a liberdade que precisa quando um deles não estiver jogando. Ele poderia ser o criador no banco, sem interferir no jogo dos titulares.

Outra hipótese é que ele seja testado em um quinteto, especialmente com Grimes como favorito para a quarta posição e a quinta ainda em aberto. Embora essa ideia pareça menos provável devido à ênfase na defesa, o técnico ainda está avaliando todas as opções, e o camp começou com o aviso de que ninguém tem minutos garantidos.

A competição pela posição no banco é acirrada. Bronny James, Jaden Hardy e o calouro Cameron Carr estão todos em busca dos mesmos minutos. A situação é desafiadora, já que o Lakers tem 16 contratos garantidos e apenas 15 vagas. Sexton, pelo contrato que assinou, não está em risco de corte.

A pré-temporada começa no dia 5 de outubro, contra o Kings. Esse será o momento em que Redick começará a responder à questão que paira sobre a contratação de Sexton: será que ele é um luxo para um time que já tinha criadores ou a peça que faltava para que Doncic não precise carregar todo o peso?

Sobre o Autor

Lucas Andrade