Wiggins no Lakers? Possível troca com Giannis é discutida

O Lakers pode ter encontrado um novo caminho interessante com a recente troca que levou Giannis Antetokounmpo para o Miami Heat. Ao contratar o grego, o Heat acabou se restringindo financeiramente, e isso pode abrir uma porta para o Lakers, que está de olho em Andrew Wiggins há algum tempo. Se Wiggins decidir não aceitar sua opção de US$ 30,2 milhões, Los Angeles se torna um destino bem provável para ele.

Após a chegada de Giannis e Bobby Portis, o Miami passou de um time que estava apenas na briga para se destacar na Conferência Leste para uma verdadeira ameaça. Mas, como toda mudança significativa, isso tem suas consequências. O Heat, ao usar a exceção de troca de 125%, ficou preso no primeiro apron da liga, o que significa que agora tem apenas cerca de US$ 18,1 milhões para preencher quatro vagas no elenco. Para um time que agora conta com um superastro, isso é bem pouco.

O analista Yossi Gozlan mencionou que o Miami pode tentar negociar o ala Nikola Jovic ou torcer para que Wiggins recuse sua opção. E é exatamente essa segunda possibilidade que interessa ao Lakers. O nome de Wiggins já circula como um alvo para o time de Los Angeles há quase um ano. Em novembro passado, chegou a ser noticiado que ele estava na lista de desejos do Lakers, caso o Heat decidisse colocá-lo no mercado. E a razão para isso é clara: com seus 2,01 metros, Wiggins é um dos alas mais completos da liga.

Na temporada 2025-26, ele teve médias de 15,5 pontos, 4,9 rebotes e 2,1 bolas de três convertidas por jogo, além de ser um defensor versátil. A capacidade de Wiggins de marcar diferentes posições é um grande atrativo para a comissão técnica do Lakers, que busca aliviar a pressão sobre jogadores como Luka Doncic e Austin Reaves. Embora as conversas sobre uma possível troca tenham começado no verão passado, as negociações esfriaram por causa do alto preço exigido por Miami, que parecia relutante em abrir mão do jogador.

Agora, o cenário mudou. O Lakers, ao contrário de muitos concorrentes ao título, tem uma rara flexibilidade financeira. Projeções mostram que o time pode manter quase US$ 50 milhões disponíveis, mesmo após renovar o contrato de Reaves. Essa folga financeira se torna um ativo valioso se Wiggins decidir não aceitar sua atual opção. A questão é que o ala vai completar 31 anos na próxima temporada, e essa pode ser sua última chance de assinar um contrato significativo por vários anos. Abrir mão dos US$ 30,2 milhões garantidos pode ser um grande risco.

Outra possibilidade que pode surgir é uma troca com assinatura. O Miami agora precisa de arremessadores e de mais profundidade ao redor de Giannis e Bam Adebayo, e ainda tem decisões pesadas sobre Norman Powell. Se Wiggins estiver em busca de um contrato mais longo, enquanto o Heat procura por flexibilidade, pode ser do interesse de ambos os lados fazer um acordo que os beneficie.

Para o Lakers, Wiggins se encaixa em quase todos os requisitos. Ele é um defensor eficaz, pode jogar ao lado de armadores e ainda contribui com pontos sem precisar da bola o tempo todo. Contudo, tudo depende de Wiggins decidir abrir mão de uma quantia garantida. É uma escolha arriscada para um atleta na casa dos 30 anos, e qualquer decisão nesse sentido não é garantida. A troca de Giannis não entregou Wiggins ao Lakers, mas certamente abriu uma porta que antes parecia fechada. E em Los Angeles, com quase US$ 50 milhões à disposição, essas oportunidades raramente passam despercebidas.

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João Ribeiro