a extensão que prejudicou o desempenho do Lakers

A recente extensão de contrato do jogador Austin Reaves, do Los Angeles Lakers, está dando o que falar. Ele assinou um acordo de quatro anos e US$ 185 milhões, o que o torna o jogador não draftado mais bem pago da história da NBA. Essa decisão, embora celebrada na época, trouxe algumas complicações para o time, especialmente em relação à sua flexibilidade salarial.

Reaves, que agora ganha uma média de US$ 46,2 milhões por temporada, começou sua trajetória na NBA como agente livre sem ser escolhido no Draft. Ele passou por Wichita State e Oklahoma antes de chegar aos Lakers, onde rapidamente se firmou como uma peça importante ao lado de Luka Doncic. Ao recusar uma opção de US$ 14,9 milhões para assinar esse novo contrato, ele se garantiu no time, mas isso também gerou um nó na estratégia do Lakers.

Um detalhe que costuma passar despercebido é que, com esse novo contrato, os Lakers não têm escolhas de primeira rodada no Draft por sete anos. Isso significa que, se o time precisar fazer trocas para reforçar o elenco, terá que negociar jogadores, já que as fichas de draft estão comprometidas. Além disso, a combinação de salários altos com um elenco reduzido pode complicar as negociações, já que os Lakers só têm algumas peças grandes, como Doncic e Walker Kessler, além de Reaves.

É interessante notar como os contratos de jogadores não draftados têm mudado ao longo dos anos. Além de Reaves, Fred VanVleet e Duncan Robinson também assinaram acordos significativos, mas a extensão de Reaves se destaca por sua duração e valor. Enquanto VanVleet, por exemplo, tem contratos mais curtos, Reaves se mantém em uma posição de destaque por quatro temporadas inteiras.

Mas por que ele é a única peça que pode ser movida? A resposta está no valor do contrato. Um salário de US$ 46 milhões por ano é algo que um time espera de sua estrela principal. Assim, para que outro time aceite esse salário, precisa ver em Reaves um papel que os Lakers talvez não estejam prontos para oferecer. Isso torna o jogador uma moeda de troca valiosa, mas também limita as opções do time.

E o que vem pela frente? No curto prazo, Reaves deve começar a temporada como titular ao lado de Doncic, e trocas significativas são raras logo no início da temporada. O verdadeiro cenário de negociações deve aparecer mais para frente, perto do prazo de trocas em fevereiro, quando as equipes já têm uma ideia mais clara de suas necessidades e desempenhos. Se Reaves mantiver seu nível de jogo, o contrato pode se tornar um ativo valioso. Caso contrário, o que hoje parece um bom negócio pode se transformar em um desafio para o Lakers. A expectativa é que, a partir do dia 21 de outubro, ele mostre seu valor e ajude a moldar o futuro do time.

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Lucas Andrade