A situação do Los Angeles Lakers tem gerado bastante conversa entre os fãs e especialistas da NBA. Recentemente, o jornalista Zach Lowe levantou um ponto interessante: o time pode ter exagerado ao pagar por Walker Kessler, e agora se vê sem muitas opções para ajustar o elenco. É sempre complicado lidar com essas questões, ainda mais quando se fala de um time tão icônico.
O contrato de Kessler, que é de quatro anos e vale US$ 130 milhões, foi firmado em um modelo de sign-and-trade com o Utah Jazz. O que isso significa? Basicamente, o Lakers não tinha espaço na folha salarial para contratar Kessler diretamente, então o Jazz renovou o contrato dele antes de fazer a troca. Assim, o Lakers teve que abrir mão de algumas escolhas de draft, o que deixa a situação ainda mais delicada. Para se ter uma ideia, o time ficará sem escolhas de primeira rodada para negociar por sete anos.
Um detalhe que costuma passar despercebido é como isso impacta o futuro do time. Com um compromisso de US$ 480 milhões entre Luka Doncic, Austin Reaves e Kessler, a margem de manobra do Lakers para fazer novas aquisições fica bem limitada. Na prática, isso significa que o time não pode oferecer muitas opções de troca, o que torna tudo mais complicado.
Nos poucos jogos que Kessler participou na temporada 2025-26, antes de sofrer uma cirurgia no ombro, ele teve números impressionantes: 14,4 pontos e 10,8 rebotes por partida. No entanto, a verdade é que ele ainda não viveu momentos decisivos nos playoffs, o que faz muitos questionarem se o investimento realmente valeu a pena.
O Lakers, ao ceder quatro escolhas de draft para trazer Kessler, abriu mão de um seguro valioso. As escolhas sem proteção são sempre mais caras em uma negociação, pois seu valor está atrelado ao desempenho futuro da equipe. Se o elenco não se mantiver forte até 2031, o Jazz pode acabar recebendo uma escolha alta, e isso é um risco significativo.
Com um elenco recheado de contratos altos, o Lakers se vê em uma posição difícil. A única moeda de troca que eles parecem ter é Austin Reaves. Contudo, trocar um jogador que se tornou um dos principais criadores de jogadas do time pode não ser a melhor estratégia, especialmente no momento em que a equipe precisa facilitar o trabalho de Doncic.
Como a temporada avança, o time terá que tomar decisões importantes. A vaga de ala-pivô ainda está em aberto e a busca por veteranos disponíveis no mercado pode ser uma solução, mas esse tipo de jogador geralmente não traz o impacto esperado. O que está claro é que a conta final só se fecha com a presença de Kessler em quadra por uma temporada inteira. Até lá, as decisões que o Lakers tomar em fevereiro, quando a tabela já tiver se definido, serão cruciais para o futuro da equipe.