Kuminga e Lakers discutem regra, não salário

A negociação envolvendo Jonathan Kuminga e o Los Angeles Lakers está mais complicada do que parece, e o motivo principal é que não se trata apenas de cifras. Os Lakers e o jogador já chegaram a um consenso sobre o valor anual, que fica entre US$ 15 milhões e US$ 16 milhões. No entanto, Kuminga só aceitaria um contrato de um ano, e a liga proíbe esse tipo de acordo em situações de troca. É como se eles quisessem dançar a mesma música, mas em compasses diferentes.

No início do mês, o impasse era outro. Para se ter uma ideia, a liga exige que um contrato assinado em troca dure, no mínimo, três anos. Isso significa que, se Kuminga quiser assinar um contrato mais curto, ele terá que abrir mão de um bom valor. Para um contrato de longo prazo, ele busca algo entre US$ 20 milhões e US$ 25 milhões por temporada, o que é bem mais do que o Lakers está disposto a oferecer.

Kuminga tem apenas 23 anos e, por isso, prefere uma opção que o possibilite voltar ao mercado rapidamente, em 2027. Ele já recusou uma opção de US$ 24,3 milhões que foi oferecida pelo Atlanta Hawks, o que acabou abrindo essa novela toda. Agora, ele se encontra numa encruzilhada com duas propostas que não se encaixam: um salário menor por um ano ou um salário maior por três anos.

O que complica ainda mais é que o Lakers não tem espaço no teto salarial para contratar Kuminga diretamente. A única maneira de concretizar essa negociação é através de uma troca, onde o Hawks, que detém os direitos do jogador, assina o contrato e o envia para os Lakers. A regra é clara nesse sentido: a troca deve durar entre três e quatro temporadas, com a primeira totalmente garantida.

Recentemente, houve uma mudança no cenário. Antes, o que travava a negociação era o preço que o Atlanta Hawks pedia para liberar Kuminga, e o Lakers estava relutante em entregar Jarred Vanderbilt junto com algumas escolhas de draft. Agora, o Hawks aceitou uma nova proposta que envolve Jaden Hardy, mas o jogador ainda não concordou com o formato de três anos.

A situação se tornou mais complicada, já que a regra não muda. O que se pode negociar é o preço, mas o formato do contrato permanece. Quem acompanha a situação percebe que o tempo está correndo contra ambos. O prazo para efetuar essa troca é limitado, pois deve acontecer antes do início da temporada regular. Após isso, Kuminga pode acabar fora de ação ou aceitando uma proposta que não é ideal.

Uma alternativa que tem sido discutida nos bastidores é a possibilidade de Kuminga assinar com outra equipe por um contrato mínimo de veterano, algo em torno de US$ 3 milhões por uma temporada. Isso permitiria que ele voltasse ao mercado em 2027 sem depender de uma troca. É uma jogada arriscada, mas que pode ser uma forma de apostar no próprio valor. A expectativa é que, com o tempo, as partes consigam encontrar um caminho viável para todos.

Sobre o Autor

Lucas Andrade