O New York Knicks acaba de conquistar o título da NBA, mas o dono da equipe, James Dolan, já deixou claro que não pretende gastar muito para manter todos os jogadores do elenco. Ele comentou que a franquia não vai fazer loucuras para garantir o retorno de peças-chave que ajudaram na conquista do campeonato. “Não sei se conseguiremos manter todos os agentes livres. Queremos continuar lutando pelo título, mas algumas coisas na NBA são bem complicadas. Uma delas é entrar em um nível mais alto de multas”, explicou Dolan.
A situação é delicada, pois seis jogadores do time, incluindo o pivô Mitchell Robinson e o ala-armador Landry Shamet, estão sem contrato. Ambos foram fundamentais para a vitória sobre o San Antonio Spurs nas finais. O problema é que Robinson já está atraindo o interesse de outras equipes, o que pode torná-lo um ativo difícil de segurar. Em 2025/26, ele recebeu US$ 12,9 milhões, e há rumores de que ele poderia aceitar um “desconto” para continuar no Knicks, aceitando US$ 39 milhões por três anos.
Esse desconto seria uma estratégia, já que Robinson poderia receber entre US$ 17 milhões e US$ 20 milhões no mercado. No entanto, a franquia pode não conseguir cobrir esse valor, caso tenha que lidar com as multas. Dolan está preocupado com as sanções financeiras, pois isso poderia afetar até mesmo trocas de jogadores. Se o time ultrapassar o segundo nível de multas, ficará mais difícil negociar contratos.
Atualmente, sem considerar os salários dos agentes livres, o Knicks já está com aproximadamente US$ 205 milhões em folha salarial. Para entrar no primeiro nível de multas, precisa ficar abaixo de US$ 209 milhões e, para o segundo, abaixo de US$ 222 milhões. Apenas a extensão básica de Robinson poderia levar a equipe a US$ 218 milhões, sem contar outros possíveis contratos.
Esses números deixam Dolan em uma posição complicada, já que ele precisaria cortar custos para manter a base da equipe. Embora sejam apenas especulações no momento, é possível que o Knicks passe por algumas mudanças, especialmente se o dono não quiser entrar nas faixas de multas. Uma das preocupações é a situação do pivô Karl-Anthony Towns, que poderá receber uma extensão, mas isso só se tornará relevante a partir de 2027/28. Apesar de não ser uma urgência imediata, é algo a ser monitorado. Se Towns optar por uma extensão, é provável que a equipe busque um desconto para mantê-lo no elenco, visto que seu último ano de contrato é de US$ 61 milhões.
Por enquanto, o futuro do Knicks está em aberto, e os próximos passos da franquia vão depender das decisões de Dolan e do desempenho dos jogadores na próxima temporada.