Shams responde advogado de Jeanie e continua apuração

A confusão em torno da venda da participação da família Buss nos Lakers ganhou destaque recentemente, com Shams Charania, repórter da ESPN, se defendendo de acusações feitas por Adam Streisand, advogado de Jeanie Buss. A polêmica começou quando o advogado afirmou que Charania havia reportado que os seis irmãos Buss votaram a favor da venda, o que, segundo ele, tornaria a operação nula, já que Jeanie não estava entre os que concordaram.

Charania foi direto ao esclarecer sua apuração. Em um programa de entrevistas, ele afirmou que nunca disse que todos os seis irmãos votaram pela venda, mas que houve uma maioria. Para ser mais preciso, ele mencionou que ao menos quatro dos seis irmãos estavam a favor, o que é suficiente para ativar a cláusula que permite a venda conjunta da participação da família. Essa distinção entre maioria e unanimidade é crucial e está no centro da disputa.

Vamos recapitular como tudo se desenrolou. Na segunda-feira, Charania anunciou que a família Buss decidiu vender os 17,8% restantes de suas ações para Bob Iger e Jared Kushner, o que significaria o fim do mandato de Jeanie como presidente. Horas depois, o advogado Streisand divulgou um comunicado, atribuindo a Charania a informação de que todos os seis irmãos votaram a favor, e declarou a venda inválida.

A ESPN, em resposta à repercussão, ajustou seu texto original, afirmando que cinco irmãos votaram a favor, deixando Jeanie de fora. Essa modificação não muda o fato de que cinco votos são suficientes para a maioria exigida, mas altera a percepção de que a decisão foi unânime. A diferença entre ter uma votação unânime e uma votação majoritária é o que está em jogo. Se a cláusula que permite a venda conjunta exige maioria, a ausência de Jeanie não impede a transação. Se fosse necessário o voto de todos, o negócio estaria inviabilizado.

A questão não é apenas sobre como a votação foi reportada, mas também sobre o impacto dessa narrativa na situação de Jeanie como governadora do Lakers. A apuração inicial de Charania, que falava sobre a venda dos 17,8%, não foi contestada por ninguém, nem mesmo pelos advogados de Jeanie. O que está em debate é a forma como a votação foi descrita e se isso sustenta a argumentação jurídica que ela está tentando construir.

Além disso, essa troca de acusações está colocando a imagem da franquia em uma situação delicada, especialmente em um momento em que o foco deveria estar no basquete. De um lado, temos uma família que expressou interesse em vender a sua participação; do outro, uma presidente que questiona a validade da decisão dos irmãos. E no meio disso, um repórter que se mantém firme em sua apuração e um veículo que ajustou um detalhe sem alterar a essência da informação.

Essas questões vão além de uma simples disputa de informações e vão se refletir em decisões futuras que envolvem os Lakers. No final das contas, o que vai contar é o que está escrito nos contratos, e isso permanece fora do alcance do público.

Sobre o Autor

Lucas Andrade