Ben Simmons, que tem 30 anos, não deve se juntar ao Los Angeles Lakers em 2026. A equipe já possui 16 contratos garantidos e, segundo as regras da NBA, só pode iniciar a temporada com 15 jogadores. Para trazer Simmons, o time precisaria cortar dois atletas, o que complicaria ainda mais a situação.
Recentemente, Simmons participou de um minicamp em Melbourne, sua cidade natal, onde treinou sem restrições. Essa foi a primeira vez que ele se apresentou em uma atividade competitiva desde o término da temporada 2024-25, onde teve médias de 5,0 pontos, 5,6 assistências e 4,7 rebotes em 51 jogos. Ele ficou fora da liga na temporada 2025-26, focando na recuperação de dores nas costas.
No minicamp, ele mostrou disposição e até pagou sua própria passagem. “É uma viagem longa demais pra não fazer isso”, comentou Simmons sobre sua vontade de representar a Austrália, com um olho nas Olimpíadas de Los Angeles, em 2028. Nesse momento, ele também está buscando um contrato na NBA para a temporada 2026-27.
A boa notícia é que várias equipes da NBA estão interessadas nele. Há uma proposta não garantida de um time do Oeste, mas ainda sem identificação. Isso significa que ele pode participar de um convite de pré-temporada, onde precisaria conquistar seu espaço em quadra. Simmons já demonstrou interesse em voltar a jogar na Filadélfia ou até em Miami.
Simmons foi a primeira escolha do draft de 2016 e, em seus melhores dias, foi Novato do Ano e três vezes All-Star. No entanto, sua trajetória nos últimos anos foi marcada por dificuldades. Em 2024-25, jogando pelos Nets e Clippers, seus números caíram consideravelmente, e ele não jogou na temporada seguinte.
Falando em Lakers, a situação é um pouco mais complicada. Com 16 contratos garantidos, a equipe precisa tomar decisões antes de considerar novos jogadores. Isso significa que, para contratar Simmons, teriam que dispensar ou negociar dois atletas, o que não é uma tarefa fácil. Jogadores como Bronny James têm garantido seus salários, tornando as dispensas ainda mais difíceis.
A conexão entre Simmons e o Lakers vem através de JJ Redick, que jogou ao seu lado na Filadélfia e sempre defendeu o australiano publicamente. No entanto, essa relação não resolve o problema de espaço no elenco.
Outro ponto a considerar é o encaixe tático. Simmons precisa da bola em suas mãos, mas a estratégia dos Lakers gira em torno de Luka Doncic e Austin Reaves. Isso significa que a presença de Simmons poderia fechar o garrafão, complicando o estilo de jogo da equipe.
Simmons ainda pode ser uma opção útil, especialmente em momentos com o segundo time, defendendo várias posições e jogando em transição. No entanto, isso o colocaria como um décimo homem, e essa posição já está ocupada na equipe.
Portanto, mesmo que Simmons tenha mostrado que está pronto para voltar, a realidade do Lakers é que opções e vagas são coisas bem diferentes. Se houver interesse, provavelmente será em outubro, quando o elenco já estiver definido.