Shaquille O’Neal, um dos gigantes do basquete, fez uma declaração interessante sobre como a torcida do Los Angeles Lakers sempre teve um carinho especial por Kobe Bryant, e isso se reflete na sua própria experiência. Ele disse que, quando jogou pelo Lakers, sentiu que o amor da torcida era mais voltado para Kobe do que para ele. E, na sua visão, isso se aplica também a LeBron James, que chegou ao time anos depois.
O assunto surgiu em uma entrevista na SiriusXM NBA Radio, onde Shaq falou sobre sua trajetória no Lakers, que durou de 1996 a 2004. Durante esse período, ele conquistou muitos fãs, mas a situação mudou quando Kobe se destacou e ganhou o coração da torcida. LeBron, que passou a fazer parte do time em 2018, também enfrentou esse desafio. Embora tenha levado o Lakers ao título em 2020, a relação dele com a torcida ainda é um pouco conturbada.
Shaquille não economizou nas palavras e deixou claro: “Eles não me amavam, amavam o Kobe”. Ele explicou que o mundo do basquete é um negócio complicado, onde as dinâmicas de grupo podem ser difíceis. Ele acredita que é normal que a torcida tenha um carinho especial por aqueles que estiveram por mais tempo e conquistaram mais corações.
A história de Shaquille no Lakers tem um paralelo interessante com a de LeBron. Quando Shaq chegou, ele era a estrela, mas a situação mudou quando Kobe se tornou uma superestrela. Em 2004, após uma rivalidade interna, Shaq pediu para sair e foi para o Miami Heat. Anos depois, ele fez as pazes com Kobe, e sua camisa foi aposentada em 2013, mas levou tempo para esse reconhecimento acontecer.
LeBron, por sua vez, chegou a Los Angeles em um momento diferente. Ele já entrou em um espaço que ainda tinha a marca de Kobe, que se aposentou em 2016. Mesmo com um título em 2020, a torcida ainda divide opiniões sobre ele. Enquanto Shaq teve uma saída explosiva, LeBron deixou o Lakers quase em silêncio, o que torna seu caso ainda mais intrigante.
Agora que LeBron assinou com o Philadelphia 76ers, há uma expectativa de que a cidade o receba de uma maneira que a Califórnia do Sul não fez. Isso reforça a ideia de que o problema pode não estar no desempenho em quadra, mas na conexão que ele conseguiu estabelecer com a torcida.
Shaquille mencionou o “business of basketball” como um aspecto mecânico da relação entre jogador e torcida. Para a torcida do Lakers, não basta apenas ter bons desempenhos; é preciso um senso de pertencimento que se constrói ao longo de muitos anos. Jogadores como Kobe e Magic Johnson se tornaram ícones por causa de suas longas e bem-sucedidas carreiras na franquia.
Talvez seja por isso que a conversa sobre uma estátua para LeBron ainda não tenha avançado. O Lakers costuma homenagear aqueles que se tornaram a identidade da equipe, e LeBron, mesmo sendo uma figura importante, nunca foi visto como o verdadeiro “dono do lugar”. O tempo dirá como essa história se desenrolará.