Shamell e os alas do Brasil

Cestinha do último NBB com 20.8 pontos por jogo, disputou 31 partidas em 32 possíveis (ficou de fora apenas da estréia graças ao excelente calendário que contemplou para o mesmo dia uma final de Campeonato Estadual e o início do NBB), atuou em 10 partidas por 40 minutos ou mais (praticamente 11, já que contra Uberlândia, fora de casa, ele jogou por 39 minutos e cinquenta segundos), 5º em eficiência…

Crédito: Ricardo Bufolin
Crédito: Ricardo Bufolin

Esse é Shamell Jermaine Stallworth, lateral norte-americano que há anos encanta as torcidas do Brasil e hoje é o nome mais falado (e disputado) desta “offseason” do basquete nacional. E pra aumentar ainda mais os rumores, na noite da última quarta feira, o próprio Shamell anunciou em sua conta do Facebook que está deixando a equipe do Esporte Clube Pinheiros, que defendeu nas últimas cinco edições do NBB.

Seu nome é facilmente encontrado em nosso Mercadão do NBB, para se ter uma idéia (até o fechamento desse post) o nome do, agora ex-pinheirense, aparece nos rumores de Brasília, Flamengo, Limeira, Mogi, Paulistano e São José, sem mencionar a equipe do Palmeiras, que ao que parece saiu da briga por Shamell.

Pensando cá com meus botões… Me bateu uma dúvida. Será que esse frenesi em cima do Shamell se justifica pelo fato dele ser um ótimo jogador, um craque (pelo menos na opinião deste modesto escriba), tremendo definidor, além de ser incrivelmente carismático (se eu fosse um dirigente, pensaria em Shamell não só para jogar, mas também para alavancar minha torcida com ações de marketing)… Ou então, Shamell está com essa bola toda pelo fato de não termos no Brasil outros alas tão bons quanto ele?

Pra mim está muito claro que Shamell é a melhor opção entre os alas disponíveis no mercado. Não consigo pensar em mais ninguém fora Alex Garcia (Bauru), Marcelo Machado (Flamengo) e Marquinhos (Flamengo) tão bons quanto ele em território nacional. Temos por ai alguns jovens de muito valor, como Douglas Nunes (sem clube), Isaac (Brasília), Léo Meindl (Franca) e Bruno Caboclo (Pinheiros), mas é inegável que ainda estão distantes de Shamell.

Na minha modesta opinião, mezzo muzzarela mezzo milanesa. Explico: o “auê” em cima de Shamell se justifica sim pela sua capacidade e porque também não é todo dia que um jogador desse naipe fica por ai dando bobeira no mercado. Mas também acredito que se os clubes olhassem para sua fileiras e vissem ali outros jogadores com tanto talento (ou pelo menos potencial em curto prazo) não estariam atrás de um veterano (Shamell completou 34 anos na última terça feira).

E pra você, Shamell vem sendo a “menina dos olhos” dos clubes por sua inegável qualidade ou por falta de opções em terras tupiniquins?

 

 

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Jadiel Santana

Jadiel Santana

Alucinado por basquete, ex jogador frustrado e metido a treinador.

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