Mundial – Grupo D

Participantes: Angola, Austrália, Coreia, Lituânia, México e Eslovênia

Sede: Gran Canária

O que esperar: Excetuando-se a Lituânia, favorita mesmo com a perda do ótimo armador Mantas Kalnietis, e a Coreia, provável lanterna, pode-se esperar equilíbrio entre as demais seleções. Os lituanos, pelos amistosos que fizeram, passam a sensação de ser uma espécie de terceira força do Mundial, abaixo de espanhóis e americanos e um pouco acima das demais seleções e talvez seja o time que apresente maiores chances de bater a dupla Estados Unidos-Espanha. Na ausência de Linas Kleiza, o ala Jonas Maciulis, ex-Panathinaikos e que acaba de ser contratado pelo Real Madrid, e o pivô Jonas Valanciunas, do Toronto Raptors, devem liderar os atuais vice-campeões europeus, que tem tudo para terminar a fase de grupos sem derrotas e de certa forma podem até poupar alguns titulares para a segunda fase.

Eslovenos, mexicanos, australianos e angolanos lutam pelas demais vagas. Os europeus depositam suas esperanças no armador do Phoenix Suns e jogador que mais evoluiu de uma temporada para outra na NBA, Goran Dragic, que teve médias de 15ppg e 4,5apg no último Eurobasket e é um dos melhores armadores no Mundial. A seleção do México, que surpreendeu o continente americano com o título da Copa América em 2013, não apresentou um basquete no mesmo nível nos amistosos de preparação – ou até apresentou, mas os adversários eram mais fortes do que aqueles enfrentados no ano passado. Gustavo Ayon, pivozão que jogou esta última temporada pelo Atlanta Hawks, é o principal jogador time, que ainda conta com o armador Jorge Gutierrez, do Brooklyn Nets.

Austrália e Angola também podem passar de fase, mas para isso precisarão apresentar um basquete mais consistente. Os africanos têm um elenco muito atlético e veloz, mas talvez sofram com uma seleção menos “globalizada”: apenas o pivô Yanick Moreira, que disputa a NCAA, joga fora do país. Já os australianos, mesmo com os desfalques de Pat Mills e de Andrew Bogut contam com um elenco com experiência suficiente para avançar: Joe Ingles, ala campeão europeu defendendo o Maccabi Tel Aviv, Dante Exum, jovem recém-draftado pelo Utah Jazz, Matthew Dellavedova, armador do Cleveland Cavaliers, Aron Baynes, pivô campeão da NBA pelo San Antonio Spurs e Nathan Jawai, o “baby shaq” do Galatasaray. É uma seleção com bons nomes, mas que precisa aprimorar o jogo coletivo para almejar patamares maiores na competição.

A Coreia entra no campeonato como o azarão que se contentará em perder de pouco.

O que ver:

1 – Jonas Valanciunas, o jovem pivô do Toronto Raptors, se ainda (e provavelmente nunca) não pode ser comparado a Arvydas Sabonis, mantém tradição do país em ter jogadores de alta qualidade na posição.  Se nada de errado acontecer, vai representar a Lituânia por um bom tempo.

2 – Dante Exum, um dos nomes mais badalados do último Draft da NBA.

3 – Olimpio Cipriano, o eterno armador de Angola, que deve passar maus bocados para defender Goran Dragic.

4 – Miha Zumpan. O pivô esloveno perdeu a audição ainda na infância e joga com o auxilio de um aparelho auditivo.

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Beto

Beto

Editor de livros, foi técnico do time amador do Campo Grande Atlético Clube em 2012 e 2013. É louco por basquete desde que viu Jordan e Pippen juntos pela primeira vez.

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